Presença não é perfeição



Presença começa quando paramos de nos exigir mais do que conseguimos sustentar.

Nem sempre dá para estar inteiro. Mas dá para estar aqui.



Presença não é estar sempre bem.

Nem calmo.

Nem centrado.


Presença é parar de fugir do que está aqui — mesmo quando o que está aqui é confuso, cansado ou contraditório.


Vivemos aprendendo técnicas para melhorar, evoluir, transformar.

Pouco se fala sobre a coragem simples de ficar.

Ficar no corpo quando ele pede pausa.

Ficar na emoção quando ela não sabe se explicar.

Ficar no agora sem exigir que ele seja bonito ou produtivo.


Cultivar presença, de forma humana, não é adicionar mais práticas à rotina.

É retirar um pouco da violência com que nos empurramos para frente.


Às vezes, presença é só perceber que estamos acelerados — e não tentar corrigir.

Às vezes, é respirar fundo no meio do dia e admitir: hoje não estou inteira.

E seguir mesmo assim, com honestidade.


Presença não resolve a vida.

Mas muda a forma como habitamos cada parte dela.


E talvez isso baste.


Com amor e alma,

Juliana Rosi

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