Renascendo

 


Vivo um momento de transformação profunda.
Sinto que algo vai acontecer na minha vida. Ainda não sei dimensionar o quê, mas há um contentamento intenso no meu peito. É uma felicidade diferente — uma que traz tranquilidade, paz e serenidade.

Ao fundo, porém, está a mente — e tudo aquilo que os pensamentos provocam. Por isso, mesmo sentindo que algo extraordinário e maravilhoso se aproxima, também sinto a dúvida, o medo e a ansiedade. Mas sei que tudo isso é criação da mente. Ela está apenas a fazer o seu trabalho de pesquisadora e questionadora.

Neste momento, apenas aguardo. Pacientemente.
Porque sei que toda dificuldade é passageira — os desafios vêm e vão, assim como o descanso.

Não espero imaginando o que poderá acontecer, mas apenas permanecendo no agora, sentindo.
E quando sinto, eu sei.
Simplesmente sei.
Não adianta tentar explicar com a mente lógica — esquece.
Não há como racionalizar o que é vivido com o coração. Apenas sente. É maravilhoso.

Aproveito este tempo de espera e presença para me aperfeiçoar — para estar cada vez mais aqui, inteira.

Percebo que, quando estou nesse estado, tudo o que tenho para resolver se desenrola naturalmente, com pouco ou nenhum esforço.

Nesses momentos, lembro-me de quem eu era aos vinte anos.
Eu era exatamente assim — resolvia desafios com leveza, com um frescor quase inocente. Sentia que não havia nada que eu não pudesse fazer. Se algo não acontecia, é porque não era para mim. O que é meu, vem até mim — sem falta.

Agora, sinto que estou a recuperar essa parte esquecida.
Aquela que foi abafada pela descrença nas minhas próprias capacidades.

Não há nada que eu não possa aprender e executar.
Tudo posso no que me fortalece.

Ah, meu Deus… que bom é recuperar a fé, depois de um longo período de escuridão.
Mas isso — fica para outro texto. 



Autora: Juliana Rosi

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