O Despertar para o Amor Verdadeiro: Abandonando Máscaras e Traumas
O desejo mais profundo do nosso coração é amar. Amar profundamente. Amar sem barreiras. Amar livremente. Amar sem amarras, sem condicionamentos. Simplesmente amar. No entanto, para amar dessa forma, é necessário deixar de lado tudo o que não é amor. Precisamos abandonar a ideia de que o outro fez algo contra nós. De que o outro é responsável pelo que sentimos.
Simplesmente abandone o que não é amor.
Como é possível abandonar tudo o que pensamos ser? Abandonar a necessidade de aprovação, de controle, de nos sentirmos especiais por possuir certas coisas. Abandonar as aparências, os traumas que acreditamos serem os causadores dos nossos problemas.
Deixar de lado a ideia de que a culpa é dos nossos pais ou de quem quer que nos tenha traumatizado. Como posso abandonar todas essas máscaras se, até hoje, tudo o que conheci foi isso? Se até hoje acreditei que era composto por todas essas experiências e traumas?
Mas eu não sou meus traumas, não sou minhas experiências. Eu não sou o sofrimento, a dor ou a raiva. Eu não sou a ansiedade, o medo ou a insegurança. Nem o choro baixinho no travesseiro, muito menos o que dizem de mim.
Então, quem sou eu?
Eu sou esse amor sem fronteiras que quero dar, esse amor livre e genuíno, sem condicionamentos, pois, se não for assim, não é amor.
Deixa cair as tuas máscaras, elas não te definem. Deixa para trás os teus traumas e experiências difíceis, as ofensas contra ti. Tu não és nada disso.
Por que te agarras tanto ao lixo? Quando és a mais pura e cristalina água que corre das montanhas até o mar, o ar fresco da primavera, o sol que brilha todas as manhãs. És as ondas revoltas do mar, o vulcão em ebulição, a força dos ventos, a chuva, os raios e os trovões.
Por que, ser humano, te agarras tanto ao lixo? Quando és a força pujante da natureza, és a vida que se multiplica no ventre de todas as fêmeas do reino animal, és a semente que sabe o lugar certo onde deve ir para germinar.
Tu és quem experiencia a vida e não as próprias experiências. Portanto, não deixe que as nuvens escuras das tuas experiências façam com que você se esqueça de quem você realmente é.
Autoria: Juliana Rosi
Foto de Deepak Maurya na Unsplash


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