Alma Infinita: A Jornada de Despertar e Libertação do Ser
Sinto em mim o pulsar de um oceano profundo, uma fonte inesgotável de infinitas possibilidades. Dentro de mim, não existem limites, não há barreiras que me contenham. Sou infinita. O que sou não encontra definição, assim como o infinito não se delimita e as possibilidades não se esgotam. E, ainda assim, sinto que sou tudo isso. Sinto-me poderosa, imensa, capaz de realizar o inatingível.
O corpo que me abriga tem suas limitações, mas meu espírito é jovem e livre, completamente livre, sem amarras.
Sinto uma força avassaladora, pronta para transbordar, contudo, não sei ao certo como a manifestar. Talvez eu tema essa potência? Por quê? Por que me contenho? Por que me limito?
Tenho em minhas mãos o poder de restringir a expressão de meu espírito, por meio do meu livre-arbítrio. Suspeito que o faça por medo de não ser aceita, de ser rejeitada. Um medo esmagador.
De onde vem esse temor? Qual é a sua raiz? Será que, em algum momento, fui privada de meus direitos humanos? Do direito de ser quem sou, seja lá o que for que sou e como me expresso?
Talvez, durante toda a minha vida, eu tenha tentado me encaixar em padrões aos quais não pertenço, apenas para me sentir aceita e acolhida, apesar de ser única, incapaz de me enquadrar em qualquer molde.
Mas, afinal, de que exatamente tenho medo? Será que esse medo se fundamenta apenas em ilusões que criei ou que me foram incutidas?
Pense bem: se sou única e sem limites, nada pode me conter. Não me encaixo em caixas. Sou uma personagem singular nesta peça. Não há, em toda a história, outro personagem como eu, nem nesta vida, nem em qualquer outra.
Sendo assim, por que me comparo? Não faço parte de uma linha de produção, onde peças com defeito são descartadas por falta de qualidade.
A pergunta que persiste é: qual é o meu papel no teatro da vida?
Autora: Juliana Rosi
Foto de Greg Rakozy na Unsplash


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