Couraça do Amor
Quando enfrentamos desilusões amorosas, erguemos uma couraça em nosso coração para nos salvaguardar de futuras decepções.
Entretanto, essa proteção também nos aparta do amor genuíno e da conexão autêntica com outro indivíduo.
Valerá a pena nos resguardarmos do amor por receio de sofrer novamente? Tenho a convicção de que ao nos resguardarmos de novas desilusões amorosas, estamos igualmente nos protegendo de verdadeiramente viver.
Até que ponto essa couraça verdadeiramente nos resguarda do sofrimento? Como discernir o momento oportuno para removê-la e entregar nosso coração?
Por quê, não? Se nossa maior aspiração é a felicidade, amar e ser amado? Existe outra maneira de alcançar a plena felicidade e amar sem despir essa couraça?
Acredito que não! A alternativa é arriscar-se.
Todavia, ao retirarmos nossa proteção e o outro não fizer o mesmo, há dor novamente, mas igualmente existe aprendizado, há vida florescendo e ocorrendo em nosso âmago. Portanto, ainda que eu sinta dor ao deixar de lado meu temor e decidir remover minha couraça, também estou cicatrizando as feridas que ela protege.
É penoso, mas todo processo de cicatrização é doloroso. Não há como curar sem expor a ferida, sem remover a proteção.
Em suma, prefiro a incerteza de me deixar guiar pelo que meu coração almeja a subsistir numa existência insípida e desprovida de emoção.
Coragem, meus amigos, é uma virtude para os destemidos!
Autoria: Juliana Rosi
Foto de Frank Alarcon na Unsplash


Comentários
Enviar um comentário