Descobertas e Reflexões
Como em um baile de filme de magia, meus pensamentos dançam ao sabor do vento em minha mente. Embalados pelo som da música reikiana, parece-se com aqueles filmes em que as fadas brincam com os artefatos domésticos, onde eles dançam pela casa enquanto magicamente se colocam em seus devidos lugares. Quem me dera se fosse exatamente assim com os meus pensamentos! Seria saudável que eles fossem organizados e colocados meticulosamente em seu devido lugar. Será que isso é viável? Indago-me.
Pressinto que conheço a resposta a essa pergunta, ou pelo menos conjecturo que conheço. Todas as informações que obtive acerca desse tema até o momento me indicam que não é possível governar nossos pensamentos. Eles vêm e vão à sua vontade. Então, como posso disciplinar minha mente? Será que a força de vontade pode prevalecer sobre meus pensamentos e emoções? Tenho realizado algumas experiências. E já percebi ser factível vencer a batalha contra nossos pensamentos e emoções. Encontro-me em um momento de minha existência, em que me sinto como uma neófita acabada de emergir ou como se eu tivesse despertado recentemente. Às vezes, é desafiador encarar isso. Refletir que passei mais de 35 anos de minha vida quase que alheia. É assim que me sinto. Possuo poucas recordações de muitos eventos importantes que ocorreram comigo. É como se eu não tivesse o domínio de minha própria existência até então. Como se nem sequer eu estivesse consciente de meu próprio corpo, quanto mais de meus pensamentos e sentimentos. Como pode ser isso? Isso me faz recordar aquele filme "Matrix", onde as pessoas vivem em uma cápsula, adormecidas e imersas em um mundo ilusório. É surreal! Muitas vezes, questiono-me se estou desvairada, pois tenho feito tantas descobertas, como se eu tivesse acabado de atracar em um mundo completamente novo. Porém, a realidade é que realmente me encontro em um mundo novo. O meu mundo particular, que desconhecia completamente. É tudo tão complexo e, ao mesmo tempo, encantador, frenético, por vezes tedioso e desafiador, muito desafiador lidar com meus pensamentos inquietos. Ah! São tantas as questões que tenho por responder. É um mundo fascinante. Na maioria das vezes, não tenho certeza de nada. Caramba!! Vivi tanto tempo como uma infanta imatura. Como dizia a minha avó, "como a folha da bananeira", para onde o vento toca, ela segue. É difícil admitir isso, mas é verídico. Ao mesmo tempo, é reconfortante saber que a partir de agora eu tenho o controle em minhas mãos. Tenho o poder sobre as minhas decisões. Mas isso é obtido com muito esforço. Contrapor-me aos meus instintos mais primários não é tarefa fácil. Requer muita força de vontade, perseverança, resiliência e uma boa dose de paciência. Sou tão grata a Deus por todas as pessoas desafiadoras que ele coloca em meu caminho, pois sem elas eu jamais seria ou estaria onde estou. Sabe aquelas pessoas que julgamos serem difíceis de lidar? Estas pessoas estão lá para nos desafiar, para nos fazer crescer. Aprendi que, todas as vezes que alguém me irrita, diz ou faz algo que me incomoda, devo olhar para dentro de mim. O desconforto que sinto devido às ações dos outros significa que tenho algo a ser trabalhado em mim. E é nesse momento que devemos introspectar nossos sentimentos e pensamentos, e analisá-los com meticulosidade. Como um médico legista analisa um corpo na mesa do necrotério, ou seja, de maneira minuciosa. E para realizar esse tipo de análise, requer que estejamos constantemente observando nossos pensamentos e emoções, ou seja, voltados para o interior. Pensa num trabalhinho árduo! Mas tudo é uma questão de prática. Com o tempo, torna-se mais fluído, transforma-se em um hábito diário. Contudo, não deixa de ser desafiador, pois às vezes somos surpreendidos por situações novas e emoções que desconhecíamos diante de certos eventos. O que dizer mais sobre isso? Não sei! Vou seguindo adiante e compartilhando mais de minha experiência.
Autoria: Juliana Rosi


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