Quando o Ventre Fala, o Mundo Estremece



Esse texto é para mim… para o meu sagrado.

Mas ele também é para todas vocês, mulheres, porque estamos ligadas pelas nossas raízes ancestrais.

Por isso, honro cada uma de vocês com estas palavras.

Que elas possam tocar profundamente a vossa alma e coração, assim como tocam a mim.


Ei, mulher…

Você também tem medo de ouvir — e obedecer — essa força que vibra dentro de você?

Uma força que sobe desde o ventre até o coração.

Você tem medo dessa força?

Sente que precisa de autorização para ser quem você é?


Tem medo de ser atirada à fogueira e queimada em praça pública?


Medo de sentir prazer?

Medo de dizer não?

Medo de impor limites?


Tem medo que digam que você é “difícil”?

Sabe por que somos consideradas difíceis?


Porque tocamos em pontos que ninguém quer enxergar.

Nós queremos mudança e expansão, mas eles querem estagnação.


A estagnação mantém-nos no poder.

Um falso poder que os consome sem que eles percebam.


Mulher… o seu ventre é sagrado.

Não o negue. Não sufoque a sua força.


Não negue nem amaldiçoe os seus ciclos e o seu sangue… eles também são sagrados.


Mulher… as suas palavras são cheias de poder.

Elas são como feitiços lançados.


Por isso, não te enfeitices com o gosto amargo do julgamento — um julgamento que nem é teu… é aprendido.


Desaprenda, mulher.

Desaprenda a se amaldiçoar.


Aprenda a abençoar o seu ventre, o seu sangue, os seus ciclos.


Abençoe os seus limites, a sua sensibilidade aguçada, as suas lágrimas que lavam a alma e o coração… elas também são sagradas.


Mulher, entenda: você é sagrada.


Você é poderosa.

Não contenha esse nó na garganta…

Não abafe a sua intuição com essas vozes e julgamentos.


Mulher, você não precisa de autorização para ser.

Você já é.



Autoria: Juliana Rosi

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